Comunistas cobram de Weintraub compromisso com educação pública

Brasília, segunda-feira, 8 de abril de 2019 - 13:55      |      Atualizado em: 15 de abril de 2019 - 18:1

EDUCAÇÃO

Comunistas cobram de Weintraub compromisso com educação pública


Por: Da Redação

Parlamentares criticam gestão de Ricardo Vélez Rodríguez à frente do MEC e cobram de novo indicado ao cargo respeito à natureza gratuita e laica da educação pública brasileira.

Reprodução da Internet

Pelo Twitter, Jair Bolsonaro anunciou, nesta segunda-feira (8), o mais novo membro de sua equipe. Abraham Weintraub assume o comando do Ministério da Educação (MEC) no lugar de Ricardo Vélez Rodríguez.

A trajetória profissional do novo ministro não registra contribuição concreta para a educação brasileira. Economista, executivo do mercado financeiro e defensor das ideias do guru do atual governo, Weintraub já circulava no governo Bolsonaro como secretário-executivo da Casa Civil e muito próximo ao ministro Onyx Lorenzoni. Para a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), que é segunda vice-presidente da Comissão de Educação da Câmara, a indicação acende um alerta.  

“O novo ministro tem um vasto currículo no mundo dos negócios. Torço que respeite a natureza gratuita e laica da educação pública brasileira”, disse a parlamentar.

Já vai tarde

A queda de Vélez era vista como certa diante das sucessivas crises envolvendo o MEC desde que o colombiano naturalizado brasileiro assumiu a Pasta. Professor de filosofia, identificado com o conservadorismo, antipetismo e a luta contra o marxismo cultural, Vélez fez carreira discreta na instituição onde atuou por quase 30 anos, a Universidade Federal de Juiz de Fora.

Sem ter se dedicado aos debates sobre políticas públicas e educação, montou uma equipe a partir da indicação de vários grupos, o que depois resultou em um mosaico de interesses e disputas.

Passaram a compor a Pasta profissionais ligados aos militares, ex-alunos de Vélez, técnicos do Centro Paula Souza, de São Paulo, e discípulos de Olavo de Carvalho. Ironicamente, atritos com ex-alunos de Olavo provocariam o desgaste mais prolongado de Vélez.

Para o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), Vélez “vai tarde”, tendo em vista sua gestão “marcada como exemplo do que não se deve fazer na gestão pública”. “Falta de planejamento, falta de preparo, medidas esdrúxulas, perseguições políticas e autoritarismo na academia. Prova de que o Olavismo não dá em nada de positivo”, afirmou o deputado.

Nos meses em que esteve à frente do MEC, Vélez protagonizou boa parte das polêmicas do governo: do discurso sobre o combate ao “marxismo cultural” na educação, o envio de carta às escolas pedindo a reprodução do slogan de campanha de Bolsonaro e gravação sem autorização dos alunos, demissões em massa, até a emissão de portaria que suspendeu a avaliação da alfabetização, além de declarações infelizes sobre brasileiros.

“Não fará falta e já vai tarde”, resumiu a líder da Minoria, Jandira Feghali (PCdoB-RJ), sobre a passagem de Vélez pelo governo.









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