Deputados vão à Polícia Federal e registram denúncia contra notícia falsa que circula nas redes sociais

Brasília, quarta-feira, 22 de maio de 2019 - 15:34

INVESTIGAÇÃO

Deputados vão à Polícia Federal e registram denúncia contra notícia falsa que circula nas redes sociais


Por: Leandro Rodrigues*

Para diretor da PF, solução no combate das chamadas “fake news” é a promoção de uma educação midiática junto à sociedade

Lula Marques/PT na Câmara

A líder da Minoria na Câmara, Jandira Feghali (PCdoB-RJ), e o líder da bancada do PT, Paulo Pimenta (PT-RS), estiveram na manhã desta quarta-feira (22) na sede da Polícia Federal (PF), em Brasília (DF), para registrar denúncia a respeito de uma fake news que vem circulando desde o último fim de semana. O boato envolve os nomes dos dois e de outros parlamentares em uma suposta rede conspiratória que estaria planejando atentados durante as manifestações convocadas pelo governo Bolsonaro.

Quem recebeu os deputados foi o diretor de Combate ao Crime Organizado da PF, Igor Romário de Paula, que garantiu a abertura de uma investigação para localizar a fonte original do texto. Segundo ele, a indústria das fake news tem se intensificado e a melhor forma de coibir esse tipo de crime é a promoção de uma educação midiática, focada em preparar a sociedade para a identificação de notícias falsas e confiáveis. “O mais importante agora é orientar as pessoas para que parem imediatamente de compartilhar esse conteúdo”, orientou de Paula.

Jandira entregou ao diretor da PF um relatório com diversos perfis que postaram a mensagem e reforçou que o boato “não passa de um delírio”. Ela ainda se mostrou preocupada com a integridade de todos os citados, que poderiam acabar sendo vítimas de ódio político nas ruas: “A nossa história foi sempre ao lado da democracia, nunca estivemos ao lado de atentados, de atitudes de intolerância e agressão a quem quer que seja”.

Além da estrutura de inteligência da PF para localizar a origem das mensagens, os deputados também solicitaram que seja averiguada a possibilidade de estar havendo, de fato, algum atentado sendo armado, com monitoramento dos atos para segurança dos participantes. “Temos que proteger, inclusive, a população enganada, que pode chegar desavisada nessa manifestação e ainda sair ferida”, completou a líder.

Também foram mencionados no texto os deputados de oposição Alessandro Molon (PSB-RJ) e Glauber Braga (PSOL-RJ), o da base do governo Felipe Francischini (PSL-PR), as polícias militares dos estados do Paraná e São Paulo, a sede do Ministério Público Federal em Curitiba (PR), as revistas Veja e IstoÉ e blogueiros críticos ao governo.

*Ascom Liderança da Minoria









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