PCdoB lamenta manobra para impedir sua liberdade de organização na Câmara

Brasília, sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019 - 20:32      |      Atualizado em: 6 de fevereiro de 2019 - 11:54

NOTA OFICIAL

PCdoB lamenta manobra para impedir sua liberdade de organização na Câmara


Por: Da Redação

Em nota, partido exige respeito de aliados e expressa surpresa a ataque vindo da esquerda.

Pablo Valadares/Agência Câmara

Nesta sexta-feira (1º), antes da eleição para Presidência da Câmara, o PSOL surpreendeu ao questionar o processo de incorporação dos partidos. A Questão de Ordem feita pelo deputado Ivan Valente (SP), líder daquela bancada, pedia a reversão da decisão da Presidência da Câmara de reconhecer como participantes de blocos parlamentares os partidos que já se incorporaram e ainda não tiveram finalizados os trâmites no TSE. Este é o caso do PPL pelo PCdoB, do PRP pelo Patriota e do PHS pelo Podemos.

Em nota, a legenda lamentou a manobra regimental. “Esperávamos este ataque pela direita, pelos que não aceitam nossa história e ideologia, pelos que querem nos aniquilar, nos criminalizar, impedir nossa luta. Jamais daqueles que defendemos nas ruas e com quem ontem, hoje e amanhã cerramos e cerraremos fileiras contra o governo de extrema direita de Bolsonaro e todos que tentem ferir a liberdade, a democracia e os direitos do nosso povo!”, descreve a nota.

A legenda reiterou que a incorporação do PPL foi fundamental para garantir às bancadas menores a ampliação de suas forças e relações políticas.

Confira a íntegra do texto.

PCdoB EXIGE RESPEITO!

Os blocos parlamentares formados na Câmara na eleição da mesa duram 1 dia e independem da eleição da Presidência da Casa, servindo apenas para possibilitar os espaços políticos das bancadas na mesa diretora e comissões temáticas. Esses instrumentos servem à organização interna, mas também servem à luta do povo que precisa impedir reformas contra seus direitos e para aprovar projetos de seus interesses.

Bancadas menores buscam ampliar suas forças e suas relações políticas. Neste contexto o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) encontrou uma dificuldade a mais, que foi uma possível restrição à sua liberdade de atuação e funcionamento parlamentar, ao não alcançar a cláusula de barreira no enfrentamento da onda fascista no processo eleitoral.

Para superar este obstáculo optamos e decidimos, em fórum partidário, pela incorporação de outra agremiação política, o Partido Pátria Livre (PPL), que tem história de luta e que de forma generosa e comprometida com a liberdade, decidiu em seu Congresso por esta incorporação.

Lamentavelmente, por uma visão pontual e casuística, por pura conta matemática de tamanho de blocos na casa, o PSOL, sustentado pelo PT e PSB, nossos aliados de 30 anos, tentou por manobra regimental atingir a nossa liberdade de organização e questionar a nossa decisão de incorporar o PPL, o que já foi reconhecido pela Câmara dos Deputados.

Expressamos a nossa indignada surpresa! Esperávamos este ataque pela direita, pelos que não aceitam nossa história e ideologia, pelos que querem nos aniquilar, nos criminalizar, impedir nossa luta. Jamais daqueles que defendemos nas ruas e com quem ontem, hoje e amanhã cerramos e cerraremos fileiras contra o governo de extrema direita de Bolsonaro e todos que tentem ferir a liberdade, a democracia e os direitos do nosso povo!

Bancada do PCdoB na Câmara dos Deputados
 









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