Nomeação de Moreira Franco põe em xeque privatização da Eletrobras

Brasília, quarta-feira, 11 de abril de 2018 - 17:42

ELETROBRAS

Nomeação de Moreira Franco põe em xeque privatização da Eletrobras


Por: Christiane Peres

Para a deputada Luciana Santos indicação de Franco indica “a falta de condições do governo em impor sua agenda desnacionalizante”.

Reprodução da Internet

Um dia depois da posse dos novos ministros de Temer, a nomeação de Moreira Franco ao Ministério de Minas e Energia é vista como um balde de água fria na tentativa de privatizar a Eletrobras. Com um diálogo limitado no Parlamento, Franco pode encontrar dificuldade em articular o andamento das matérias no Congresso.

A avaliação vem de Casa. Casado com a sogra de Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, Moreira Franco encontra resistência na base aliada, o que pode dificultar o “desencalhe” da privatização. O projeto enfrenta dificuldades na comissão especial da Câmara, onde a Oposição, que é minoria, tem conseguido obstruir os trabalhos reiteradamente. Além disso, a comissão do Senado, que também trata do tema, pouco tem avançado, apesar de haver tentativa do relator de apresentar o relatório na próxima semana (17).

“Fiquei preocupado. A base não consegue colocar quórum com a boa articulação que o ex-ministro Fernando tem aqui na Câmara. Com o novo ministro, que tem uma articulação muito ruim aqui na Câmara, fiquei preocupado e pedi ao Marun que articulasse melhor isso. Se já estava difícil, com um articulador pior as chances de não avançar são muito grandes”, afirmou Rodrigo Maia ao Estadão.

Para a deputada Luciana Santos (PCdoB-PE), que faz oposição à matéria, a indicação de Franco demonstra a “a falta de condições do governo em impor sua agenda desnacionalizante”. “É um governo tão sem autoridade política, que indica um homem denunciado pela Procuradoria Geral da República para conduzir a entrega de um ativo estratégico para o país”, completou.

Apesar da descrença, Moreira Franco se mantém firme na incumbência dada por Temer. Segundo ele, o “processo de capitalização da Eletrobras é política de governo e vai seguir dentro dos mesmos parâmetros e coerente com a mesma política que o ministério, sob o comando do Fernando Bezerra, vinha aplicando”.

No discurso de posse, Temer também tentou cacifar seu aliado na Pasta. “É um ministro que tem histórico político, conhece o Brasil e conhece os desafios do setor energético”, afirmou.

No entanto, a nomeação de Moreira para o MME foi recebida com desconfiança no mercado financeiro e no setor elétrico. A percepção aumentou com o pedido de exoneração do secretário-executivo Paulo Pedrosa, que foi acompanhado por seus auxiliares mais próximos e pelo presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Luiz Augusto Barroso. O lugar de Pedrosa será ocupado pelo secretário de Petróleo e Gás do MME, Márcio Félix.
 









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